“Don Giovanni” (2)

Exercício de desenho a partir de fotografias de moda e durante a audição da ária do catálogo do Leporello, parte da Ópera “Don Giovanni”, de Mozart:

“In Italia seicento e quaranta;
In Almagna duecento e trentuna;
Cento in Francia, in Turchia novantuna;
Ma in Ispagna son già mille e tre”

Estudo a pastel para São João Baptista (2008)

PT Um pequeno exercício de aquecimento a pastel feito a partir de uma música: um esboço de São João Baptista, aquele que foi decapitado a pedido de Salomé, que na ópera de Richard Strauss acha estranho que João não grite, no momento em que vai ser decapitado:

Es ist kein Laut zu vernehmen.
Ich hore nichts.
Varum schreit er nicht, der Mann?
Ah! Wenn einer mich zu toten kame,
ich wurde schreien, ich wurde mich wehren,
ich wurde es nicht dulden!…

“Don Giovanni” na exposição “Opera Graphica”

PT “Originário da Espanha, o mito de Don Juan encontrou diversas versões na literatura, dos quais as primeiras versões datam ainda do início do século XVII. Nelas teria Mozart se inspirado para compor seu Don Giovanni.

Posteriormente, inúmeros autores das mais diferentes nacionalidades (Byron, Zamora, Pushkine, Molière, Prosper Mérimée, Hoffman, entre muitos outros) adaptaram-lhe, até que Mozart dotasse este drama com a genialidade de seu talento, na ópera intitulada Don Giovanni ossia Il dissoluto punito.

(in http://pt.wikipedia.org/wiki/Don_giovanni)

Nesta ópera do Mozart, um dos meus momentos favoritos é a aria do Leporello, quando o criado de Don Giovanni diz que tem um catálogo onde tem apontadas todas as conquistas do seu patrão… assim, a certa altura, ele indica que “Nella bionda egli ha l’usanza. di lodar la gentilezza” – este esboço depois daria origem a um dos trabalhos apresentados na exposição “Opera Graphica” no Espaço Magnólia, inaugurada em julho do ano 2007.

“CANDIDE” de Leonard Bernstein

PT A opereta CANDIDE, de Leonard Bernstein, é uma obra curiosa: parte número de cabaret elaborado, parte opereta, parte ópera séria.

Tal como no livro de Voltaire que serviu como base para esta opereta, Candide tinha aprendido que vivia “no melhor de todos os mundos possíveis” e ele tenta preservar o seu optimismo através de guerras, mortes, naufrágios, terramotos, autos-da-fé, escravatura, violações e doença. No fim, começam a perceber como funciona o mundo, e o melhor é “deixar o nosso jardim crescer”.

Livro imperdível e Opereta imperdível. Altamente recomendado!

“SURVIVOR” – Chuck Palahniuk

PT Um dos meus escritores favoritos é o Chuck Palahniuk – por isso, em outubro de 2007, quando o autor abriu uma “fanmail window” onde prometeu responder a todos os fãs que lhe escrevessem, enviei uma carta com uma adaptação de uma página de um fragmento de um dos meus livros favoritos dele, o “SURVIVOR”.

O autor confirmou que a página está neste momento emoldurada na sua casa. Com as novas Tecnologias de Informação e Comunicação, existem cada vez menos limites geográficos, mesmo para as pessoas que vivem numa pequena ilha no atlântico.

 

“WHITE LIGHT, DARK NIGHT”

PT Uma das figuras da Igreja Católica que eu considero mais admirável é Albino Luciani (o papa João Paulo I) – pelo seu comportamento de acordo com as exigências do Evangelho e pela fascinante teologia que permeia a sua (escassa) obra escrita.

Por esta razão, foi uma honra receber um convite de um autor americano (que foi amigo do falecido pontífice) para ilustrar a capa do seu próximo livro: WHITE LIGHT, DARK NIGHT – uma biografia de João Paulo I, que reúne lembranças de conversas pessoais com Albino Luciani e uma série de cartas e documentos particulares deste pontífice de certa forma, foi já um precedente do Papa Francisco.
Esta é a capa do livro, que foi publicado em Julho de 2007 nos Estados Unidos:

WHITE LIGHT DARK NIGHT

“Ante emoriar, quam sit tibi copia nostri”

PT O título deste post, vem do relato de Ovídio do mito de Narciso.

Segundo Ovídio, Zeus havia usado do dom da fala de Eco para distrair a esposa, a fim de continuar seu adultério. Hera logo descobriu o ardil e condenou-a a para sempre repetir apenas as últimas palavras das frases que os outros diziam (ecolalia). A ninfa perdia assim seu mais precioso dom, aquilo que mais amava.

Enquanto vagava em seu sofrimento, noutra parte havia um homem chamado Narciso. Era ele tão belo que mulheres e homens ao verem-no logo se apaixonavam. Mas Narciso, que parecia não ter coração, não correspondia a ninguém.

Certo dia, vagando Eco pelos bosques, encontrou o belo mancebo por quem, clarou, caiu de amores. Como não podia falar-lhe, limitou-se a segui-lo, sem ser vista.

O jovem, porém, estando perdido no caminho, perguntou: “Tem alguém aqui?”

Ao que obteve apenas a resposta: “Aqui, aqui, aqui…”.

Narciso intimou a quem respondia para sair do esconderijo. Eco apareceu-lhe e, como não podia falar, usou as mãos para em gestos dizer do grande amor que lhe devotava. Narciso, chateado com a quantidade de pessoas a amarem-no, rejeitou também à bela ninfa.

A pobre Eco, tomada de desgosto, rezou para que Afrodite lhe tirasse a vida. A deusa, entretanto, tanto gostou daquela voz, que deixou-a viver.

(in http://pt.wikipedia.org/wiki/Eco_(mitologia))

Este foi um dos elementos mitológicos que foi considerado (e posteriormente descartado) na preparação da exposição TEOGONIA/1, que inaugurou no Centro das Artes – Casa das Mudas em janeiro de 2013

TEOGONIA-1

PechaKucha Night vol 5 (2011)

PT Entre as várias iniciativas organizadas pela equipa da Sétima Dimensão estão as PechaKucha Nights no Funchal: Simpósios informais onde os diversos apresentadores transmitem as suas ideias utilizando 20 imagens, que mudam automaticamente de 20 em 20 segundos.

Um dos melhores eventos deste tipo foi o que decorreu no passado dia 16 de Abril de 2011, no Auditório da Reitoria da Universidade da Madeira – no Edifício do Castanheiro.

Este evento fez parte do PechaKucha Global Day 2011. No dia 11 de Março o Japão sofreu um terramoto e tsunami que destruíram 400 kms de costa, matando mais de 10 mil pessoas e deixando mais de 400 mil pessoas sem abrigo – e acabou por desencadear uma situação nuclear ainda sem solução…

Como dizem Astrid Klein e Mark Dytham, os criadores das “PechaKucha Nights” num email que enviaram na altura:

“O  Japão é o berço das PechaKucha Nights e do formato “20 imagens x 20 segundos” que se tem espalhado por mais de 400 cidades pelo mundo fora, incluíndo o Funchal. Agora é a nossa vez de “Inspirar o Japão”, mostrar-lhes como o mundo criativo está a pensar neles, que nem tudo está perdido e que podem levantar-se e reconstruir, mesmo em vilas onde tudo foi destruído.

Com criatividade e paixão, tudo é possível!”