Sketchbook : Anjo

PTEste post é dedicado àqueles anjos que aparecem nas nossas vidas sem esperarmos. Depois de surgirem, marcam-nos e provocam alterações positivas que não se desfazem e não conseguimos imaginar como seria a nossa existência sem a sua presença. Enriquecem-nos e fazem-nos ver até que ponto o sonho comanda a vida – e ajudam-nos a atingir o nosso máximo potencial.

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Porque certas datas marcam novos inícios e reinvenções, novos propósitos e evoluções, fica aqui o anjo, como guardião desses momentos especiais!

Aniversário da República Portuguesa!

PT Esta é uma vinheta da Banda Desenhada “Os Sonhos do Maravilhas”, que foi criada a partir de um brilhante argumento do antigo Secretário da Educação, Dr. Francisco Fernandes e ilustrações do talentoso jovem artista Valter Sousa e o não-tão-jovem Roberto Macedo Alves:

ANIVERSARIO-REPUBLICA

Quem estiver interessado em adquirir o livro “Os Sonhos do Maravilhas”, poderá fazê-lo na Livraria Sétima Dimensão. É um livro imperdível, tanto para maritimistas como para o público em geral.

Exposição “Criar a CASA”

PTEm outubro do ano 2010, a associação CASA, juntamente com a Mouraria Galeria de Arte, promoveram a exposição “Criar a CASA” que passou também pelo Dolce Vita Funchal. Nesta exposição estiveram patentes 12 trabalhos para venda cujos fundos destinaram-se a apoiar os sem-abrigo.

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Fragmento da Banda Desenhada criada no 24 Hour Comic Day 2010

PT Esta é uma página da história de BD de 24 páginas que foi desenhada no 24 Hour Comic Day 2010, iniciativa que é organizada anualmente pela Livraria Sétima Dimensão e a Direção Regional de Juventude e Desporto.

A experiência gráfica do evento desse ano consistiu num devaneio simbolista cujas páginas podiam ser lidas em vários sentidos, feitas com técnicas e materiais diversos cuja narrativa finalizou com o fim do universo… e teve espaço para fazer uma piada machista com o mito de Prometeu…

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“Projecto IN@Rua da Alfândega”

PT No ano 2011, o Mini Eco Bar organizou uma iniciativa onde vários artistas foram convidados a embelezar os canteiros da Rua da Alfândega, como parte do”Projecto IN@Rua da Alfândega”.

Segundo o Diário de Notícias: “A ideia recebeu os elogios do presidente da autarquia funchalense, que manifestou o total apoio a esta iniciativa, «louvável».

Miguel Albuquerque mencionou que «é isto mesmo que nós pretendemos, este estabelecimento (Mini Eco) e esta rua têm todas as condições para desenvolverem projectos desta natureza, e o nosso objectivo é que os nossos empresários – sobretudo os nossos jovens empresários – tenham sucesso nos seus negócios. E não há dúvida que, para que isso aconteça, estas iniciativas correspondam aquilo que os nossos públicos desejam», enalteceu o autarca.”

Estas são algumas fotos do trabalho criado no dia dedicado às Artes Plásticas:

[Opinião]: Diário de Notícias da Madeira

PT Publicado originalmente no Diário de Notícias de 16 de Novembro de 2010

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Uma Cultura de Criatividade

Em 1922, W.H.R. Rivers, no livro “Essays on the Depopulation of Melanésia”, descreveu como desapareceram os aborígenes dessa região da Oceânia quando sofreram a imposição de novas normas culturais que substituíram os seus antigos princípios, o seu “ethos” e acabaram por morrer de tédio e futilidade. Literalmente. Perderam a sua razão de viver.

Teremos nós medo do tédio? Afinal, temos milhões de diversões que permitem fugir dele. Mas até que ponto este divertimento será fútil? Estaremos a perder tempo com coisas que nos empobrecem a alma em vez de libertar o nosso espírito criativo?

Passamos os dias a trabalhar, a pensar nas contas e reclamar sobre a crise sem arranjar nunca tempo para criar. William Blake dizia que isto era um pecado mortal contra nós mesmos.

Brenda Ueland, no seu livro “If you want to Write” diz que todos os cavalheiros no Renascimento escreviam sonetos – não para publicação, mas pela recompensa intrínseca do acto criativo, que enriquecia as suas almas.

É por isso que estimo e tento encorajar actividades criativas como o 24 HOUR COMICS DAY ou eventos de Cosplay com o meu grupo local de aspirantes a criadores de Banda Desenhada.

Com tanta tecnologia à nossa volta, esquecemo-nos do poder libertador que tem uma folha em branco.

Da próxima vez que nos sentirmos entediados, devíamos agarrar uma folha vazia e desenhar algo que gostamos (ou escrever sobre isso). Mesmo que ninguém mais chegue a vê-lo, sairemos enriquecidos desta experiência.

“Don Giovanni” (2)

Exercício de desenho a partir de fotografias de moda e durante a audição da ária do catálogo do Leporello, parte da Ópera “Don Giovanni”, de Mozart:

“In Italia seicento e quaranta;
In Almagna duecento e trentuna;
Cento in Francia, in Turchia novantuna;
Ma in Ispagna son già mille e tre”

Estudo a pastel para São João Baptista (2008)

PT Um pequeno exercício de aquecimento a pastel feito a partir de uma música: um esboço de São João Baptista, aquele que foi decapitado a pedido de Salomé, que na ópera de Richard Strauss acha estranho que João não grite, no momento em que vai ser decapitado:

Es ist kein Laut zu vernehmen.
Ich hore nichts.
Varum schreit er nicht, der Mann?
Ah! Wenn einer mich zu toten kame,
ich wurde schreien, ich wurde mich wehren,
ich wurde es nicht dulden!…

“Don Giovanni” na exposição “Opera Graphica”

PT “Originário da Espanha, o mito de Don Juan encontrou diversas versões na literatura, dos quais as primeiras versões datam ainda do início do século XVII. Nelas teria Mozart se inspirado para compor seu Don Giovanni.

Posteriormente, inúmeros autores das mais diferentes nacionalidades (Byron, Zamora, Pushkine, Molière, Prosper Mérimée, Hoffman, entre muitos outros) adaptaram-lhe, até que Mozart dotasse este drama com a genialidade de seu talento, na ópera intitulada Don Giovanni ossia Il dissoluto punito.

(in http://pt.wikipedia.org/wiki/Don_giovanni)

Nesta ópera do Mozart, um dos meus momentos favoritos é a aria do Leporello, quando o criado de Don Giovanni diz que tem um catálogo onde tem apontadas todas as conquistas do seu patrão… assim, a certa altura, ele indica que “Nella bionda egli ha l’usanza. di lodar la gentilezza” – este esboço depois daria origem a um dos trabalhos apresentados na exposição “Opera Graphica” no Espaço Magnólia, inaugurada em julho do ano 2007.