Sketchbook : Anjo

PTEste post é dedicado àqueles anjos que aparecem nas nossas vidas sem esperarmos. Depois de surgirem, marcam-nos e provocam alterações positivas que não se desfazem e não conseguimos imaginar como seria a nossa existência sem a sua presença. Enriquecem-nos e fazem-nos ver até que ponto o sonho comanda a vida – e ajudam-nos a atingir o nosso máximo potencial.

angel

Porque certas datas marcam novos inícios e reinvenções, novos propósitos e evoluções, fica aqui o anjo, como guardião desses momentos especiais!

Aniversário da República Portuguesa!

PT Esta é uma vinheta da Banda Desenhada “Os Sonhos do Maravilhas”, que foi criada a partir de um brilhante argumento do antigo Secretário da Educação, Dr. Francisco Fernandes e ilustrações do talentoso jovem artista Valter Sousa e o não-tão-jovem Roberto Macedo Alves:

ANIVERSARIO-REPUBLICA

Quem estiver interessado em adquirir o livro “Os Sonhos do Maravilhas”, poderá fazê-lo na Livraria Sétima Dimensão. É um livro imperdível, tanto para maritimistas como para o público em geral.

[Opinião]: Diário de Notícias da Madeira

PT Publicado originalmente no Diário de Notícias de 16 de Novembro de 2010

DN-16-Novembro

Uma Cultura de Criatividade

Em 1922, W.H.R. Rivers, no livro “Essays on the Depopulation of Melanésia”, descreveu como desapareceram os aborígenes dessa região da Oceânia quando sofreram a imposição de novas normas culturais que substituíram os seus antigos princípios, o seu “ethos” e acabaram por morrer de tédio e futilidade. Literalmente. Perderam a sua razão de viver.

Teremos nós medo do tédio? Afinal, temos milhões de diversões que permitem fugir dele. Mas até que ponto este divertimento será fútil? Estaremos a perder tempo com coisas que nos empobrecem a alma em vez de libertar o nosso espírito criativo?

Passamos os dias a trabalhar, a pensar nas contas e reclamar sobre a crise sem arranjar nunca tempo para criar. William Blake dizia que isto era um pecado mortal contra nós mesmos.

Brenda Ueland, no seu livro “If you want to Write” diz que todos os cavalheiros no Renascimento escreviam sonetos – não para publicação, mas pela recompensa intrínseca do acto criativo, que enriquecia as suas almas.

É por isso que estimo e tento encorajar actividades criativas como o 24 HOUR COMICS DAY ou eventos de Cosplay com o meu grupo local de aspirantes a criadores de Banda Desenhada.

Com tanta tecnologia à nossa volta, esquecemo-nos do poder libertador que tem uma folha em branco.

Da próxima vez que nos sentirmos entediados, devíamos agarrar uma folha vazia e desenhar algo que gostamos (ou escrever sobre isso). Mesmo que ninguém mais chegue a vê-lo, sairemos enriquecidos desta experiência.

Estudo a pastel para São João Baptista (2008)

PT Um pequeno exercício de aquecimento a pastel feito a partir de uma música: um esboço de São João Baptista, aquele que foi decapitado a pedido de Salomé, que na ópera de Richard Strauss acha estranho que João não grite, no momento em que vai ser decapitado:

Es ist kein Laut zu vernehmen.
Ich hore nichts.
Varum schreit er nicht, der Mann?
Ah! Wenn einer mich zu toten kame,
ich wurde schreien, ich wurde mich wehren,
ich wurde es nicht dulden!…

“Ante emoriar, quam sit tibi copia nostri”

PT O título deste post, vem do relato de Ovídio do mito de Narciso.

Segundo Ovídio, Zeus havia usado do dom da fala de Eco para distrair a esposa, a fim de continuar seu adultério. Hera logo descobriu o ardil e condenou-a a para sempre repetir apenas as últimas palavras das frases que os outros diziam (ecolalia). A ninfa perdia assim seu mais precioso dom, aquilo que mais amava.

Enquanto vagava em seu sofrimento, noutra parte havia um homem chamado Narciso. Era ele tão belo que mulheres e homens ao verem-no logo se apaixonavam. Mas Narciso, que parecia não ter coração, não correspondia a ninguém.

Certo dia, vagando Eco pelos bosques, encontrou o belo mancebo por quem, clarou, caiu de amores. Como não podia falar-lhe, limitou-se a segui-lo, sem ser vista.

O jovem, porém, estando perdido no caminho, perguntou: “Tem alguém aqui?”

Ao que obteve apenas a resposta: “Aqui, aqui, aqui…”.

Narciso intimou a quem respondia para sair do esconderijo. Eco apareceu-lhe e, como não podia falar, usou as mãos para em gestos dizer do grande amor que lhe devotava. Narciso, chateado com a quantidade de pessoas a amarem-no, rejeitou também à bela ninfa.

A pobre Eco, tomada de desgosto, rezou para que Afrodite lhe tirasse a vida. A deusa, entretanto, tanto gostou daquela voz, que deixou-a viver.

(in http://pt.wikipedia.org/wiki/Eco_(mitologia))

Este foi um dos elementos mitológicos que foi considerado (e posteriormente descartado) na preparação da exposição TEOGONIA/1, que inaugurou no Centro das Artes – Casa das Mudas em janeiro de 2013

TEOGONIA-1

PechaKucha Night vol 5 (2011)

PT Entre as várias iniciativas organizadas pela equipa da Sétima Dimensão estão as PechaKucha Nights no Funchal: Simpósios informais onde os diversos apresentadores transmitem as suas ideias utilizando 20 imagens, que mudam automaticamente de 20 em 20 segundos.

Um dos melhores eventos deste tipo foi o que decorreu no passado dia 16 de Abril de 2011, no Auditório da Reitoria da Universidade da Madeira – no Edifício do Castanheiro.

Este evento fez parte do PechaKucha Global Day 2011. No dia 11 de Março o Japão sofreu um terramoto e tsunami que destruíram 400 kms de costa, matando mais de 10 mil pessoas e deixando mais de 400 mil pessoas sem abrigo – e acabou por desencadear uma situação nuclear ainda sem solução…

Como dizem Astrid Klein e Mark Dytham, os criadores das “PechaKucha Nights” num email que enviaram na altura:

“O  Japão é o berço das PechaKucha Nights e do formato “20 imagens x 20 segundos” que se tem espalhado por mais de 400 cidades pelo mundo fora, incluíndo o Funchal. Agora é a nossa vez de “Inspirar o Japão”, mostrar-lhes como o mundo criativo está a pensar neles, que nem tudo está perdido e que podem levantar-se e reconstruir, mesmo em vilas onde tudo foi destruído.

Com criatividade e paixão, tudo é possível!”

I will roar!

EN From part of the text said by Bottom the Weaver, from the Midsummer’s Night Dream, by William Shakespeare:

Let me play the lion too: I will roar, that I will
do any man’s heart good to hear me; I will roar,
that I will make the duke say ‘Let him roar again,
let him roar again.’  

Fotografia 512